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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Obrigado ano velho.

No último dia do ano, sempre tento fazer uma analise de como foi o ano que está prestes a acabar... Hoje chega ao fim o corrido ano de dois mil e oito, e quando os fogos estourarem no céu, indicará o início de mais um longo período para ser encarado.
Na minha retrospectiva de dois mil e oito, coloquei na lista algumas coisas de interessante... Percebi que me olhei no espelho poucas vezes, sorri com mais frequência e com mais intensidade, não me preocupei com coisas que merecem uma enorme preocupação, ouvi novas batidas e gostei, dancei novas coreografias e aprovei... (se é que vocês me entendem)
Porém em inúmeras ocasiões troquei os pés pelas mãos e me deixei levar por estímulos desconhecidos, errei tantas vezes... Mas não me arrependo da maioria deles (para não dizer de nenhum), não acho o arrependimento uma coisa positiva; aprendi isso em dois mil e oito, e quero levar esse aprendizado por no mínimo trinta anos a mais... Lá na frente acho que posso me arrepender disso.
Aprendi, aprendi muito. Aprendi a falar, aprendi a respeitar, a desreipeitar, a caminhar, a fazer escolhas, a não fazer escolhas... aprendi tanta coisa que o meu primeiro post do próximo ano será falando justamento sobre os meu aprendizados, tudo isso para agradecer esse ano que está em seus últimos momentos, por tantas coisas novas que adicionei em minha humilde bagagem...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O café do vizinho é sempre melhor...

É fantástico como estamos sempre (ou na maioria das vezes) insatisfeitos com as nossas próprias coisas... Vez ou outra fazemos comparações do que possuímos com as coisas que os outros possuem, e na maioria dos casos chegamos a conclusão de que o do “concorrente” é muito melhor que o nosso.

Seja o que for, estamos prestes a fazer comparação com o que surgir em nossa frente desde bens materiais até coisas que não existem...

Não comparo muito as coisas, mas sempre penso que as coisas que faço não são nada interessantes... Desenho na parede do meu quarto, rabisco na verdade, escrevo em um velho caderno alguns textos, poesias... E por maior que seja o trabalho de realizar certas coisas, no final me sinto inseguro com o que fiz e prefiro esconder de tudo e de todos, o meu provável fracasso.

Sei muito bem que isso não é uma bela atitude, muito pelo contrário, e é até por isso que escrevo sobre tal fato, é por esse motivo que abasteço esse blog com poucos e humildes textos de minha autoria.

Queria adquirir confiança, já procurei onde vende esse produto escasso, não encontro por mais que procure... Cheguei a conclusão de que confiança se cultiva, principalmente quando se trata de auto-confiança. (ainda usa-se esse bendito hífen?!)

Eu não desisto (ao menos uma virtude encontro nesse mar de pessimismo que estou praticamente afogado), continuo rabiscando nas paredes, nos velhos cadernos e em todos os locais onde percebo que tenho espaço, e mesmo com desconfiança, continuo insistindo em juntar palavra com palavra e formar, como em um quebra cabeça, qualquer que seja o texto; em misturar cores e fazer o mais bobo desenho, apenas para me sentir confiante... (ou corajoso quem sabe...)

Agora, vou tomar um pouco de café na casa vizinha, o café dela é simplesmente excelente... (melhor que o meu ao menos)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

preguiça...

Li num certo livro que para você escrever bem, antes deve-se ler um texto bacana... Pois bem, fui a procura de algum “texto bacana” pela internet, encontrei alguns, mas não estou com muita paciência para ler textos enormes... Procurei alguma coisa a respeito da preguiça, minha fiel amiga nessas férias... E me deparo com minha própria preguiça de ler sobre a preguiça dos outros, de tal maneira que resolvi então escrever sobre a minha própria falta “de coragem”...

É fantástico como as férias transformam uma pessoa... Me falta coragem para tudo, até para ler... Me lamento por isso, mas não consigo evitar, é como se meu corpo estivesse passando por um longo período de descanso que não quer mais se acabar... Tento evitar (um pouco), quero aproveitar ao máximo esses meus dias descompromissados com o mundo, mas é inútil, por mais que eu tente acordar um pouco mais cedo, ou me esforçar para fazer algo um pouco mais radical (ir à padaria é um exemplo) não consigo obter bons resultados... Isso está começando a me preocupar um pouco... Mas eu continuo dormindo até tarde!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ponto e vírgula.

Que saudade de correr na grama do seu lado, que falta me faz a sua doce companhia.

Nossas longas conversas jogadas fora. Assuntos que não interessava para quase ninguém, apenas para nós e mais alguns dois fiéis amigos.

Nossa amizade ainda existe, eu sei... Mas não é a mesma coisa. Tanta gente fala isso. Tanta gente insiste em enfiar em minha mente que você mudou, eu não tenho como deixar de encarar tal mudança.

Não fico me lamentando, tenho plena certeza de que cada um deve seguir seu glorioso caminho da maneira que bem entender, apenas sinto saudade... Creio que não apenas eu, como tantos outros daqueles fiéis amigos já chegaram a comentar da distância que agora já existe entre nossa antes, intocável e sólida amizade.

Estou torcendo para que no futuro não tão distante sua única agenda possa dar conta de dois

mundos distintos que desejam sua atenção, apenas por um segundo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Envolva-se

"Sábio é aquele que não se deixa envolver." Que tolice... sábio é aquele que realmente sabe se envolver.
Que terrível armadilha é o envolvimento. Encantamento seguido de desapontamento.
Ilusão, pura ilusão; porém quem não gosta de uma ilusão? Qual seria a graça de se manter vivo durante anos se não existisse a tal da ilusão? Creio que nenhuma... A realidade nos assusta, precisamos de ilusões para mascará-la.
Envolver-se, é arriscar-se, é cruzar uma avenida de olhos fechados; cruzar a avenida no horário mais movimentado e turbulento. Movimentado como nossas emoções, turbulento como os nossos sentimentos. Cruel envolvimento. Cruéis riscos.
Mas os riscos são incrivelmente fundamentais. Adubam nosso crescimento, amadurecem nossa essência...
Riscos, ilusões, envolvimentos... logo depois o ditado continua.


"Com um texto repleto de contradições, surtos e falta de planejamento... Tiro as teias de aranha que habitavam esse blog..."

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

[re]inventando

Qualquer noite dessas irei me reinventar, mudarei por completo, e no dia seguinte serei outra pessoa. Poder fazer coisas que sempre quis e até mesmo refazer coisas que sempre gostei.
E nesse dia irei brincar, quero me divertir como se fosse uma criança! Isso! Qualquer manhã dessas acordarei como uma criança! Brincar de pipa na praça, amarelinha na calçada e cabra-cega na sala. Pular na cama todos os dias, e sujar a roupa na hora do almoço. Melar o dedo de tinta e pintar um quadro para colocar em meu quarto.
Esquecer todas as obrigações, desligar meu celular e me distanciar do computador.
E ficarei criança por muito tempo, até que algum dia alguém me explique qual a graça de ser adulto
.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Uma simples carta


Com simplicidade começo a escrever, como deves saber não conheço as técnicas necessárias para algo redigir; o único instrumento que usarei será aquele que você tanto conseguiu maltratar, porém não garanto que ele fará um bom trabalho, meu coração já não é mais o mesmo...
Vivemos momentos inesquecíveis, ainda me lembro de nossas caminhadas pelo parque, nossas aconchegantes tardes chuvosas, nossa cumplicidade, companheirismo... Nossa relação tão admirável... Nunca imaginei que tal sofrimento pudesse me proporcionar.
Certeza da fidelidade e sinceridade do meu sentimento você sempre teve (e sempre poderá ter), também acreditei que poderia ter tal certeza em relação ao seu sentimento, tolice... Você tanto dizia que seria eterno, que iríamos estar juntos até a morte; mas a morte não chegou, e mesmo assim você se foi... Até hoje não entendo o verdadeiro motivo, e tenho medo de um dia descobrir. Não sei se o erro foi meu tantas vezes já errei, tantas vezes acertei, e tantas vezes aprendi a perdoar alguns erros, aprendizados que através de você pude conhecer...
Sofri, tento não sofrer mais. Chorei, não direi que não choro mais, não sou tão forte quando pensava ser. Amei, e ainda hoje amo...

Com carinho da pessoa que sempre estará de braços abertos.
Escrito por: Gustavo Marinho

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A verdade é difícil, mas é a verdade...

Um barulho enorme invadia meus ouvidos, tinha plena certeza de que aquilo não era um sonho, estava acontecendo realmente... Meu coração estava apertado, uma angustia tomou conta do meu corpo.
Mas o que realmente estava acontecendo? Agora reconhecia um pouco o barulho, era o motor de um carro, vinha da rua tal barulho e tive a certeza de que não era sonho... Rapidamente abri meus olhos, o sol ainda não tinha surgido, deveria ser duas horas da madrugada, e ali estava eu já sentada na cama com os olhos cheios de lágrimas... Sem pensar em nada me levantei e fui à janela; quando olhei para a rua identifiquei rapidamente de onde estava vindo todo aquele barulho que quebrou meu sono... Era o carro dele, mas porque estava funcionando nesse horário? Porque estava parado na frente da minha casa? Será que queria me contar algo? E o pior: porque a angustia em meu corpo, e as lágrimas em meus olhos?
O carro se foi, o barulho não dava mais para se ouvir... Mas em minha mente ainda restavam àquelas perguntas. Fechei os olhos, procurando sequer alguma resposta dentro de mim... Meu coração batia mais forte, e estava chorando sem parar agora.
Naquele momento como um clarão, as coisas ficaram evidentes para mim... Era como se eu soubesse de tudo, mas estivesse tentando esconder de mim mesma a verdade... Ele tinha partido para sempre... As lágrimas eram incontroláveis, assim como a verdade que estava clara em minha mente. Ele se foi, mas aqui em meu peito estará para sempre nossos momentos e o barulho do motor do carro dobrando a esquina.
Escrito por: Gustavo Marinho.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O valor de uma amizade...

Tenho amigos verdadeiros, disso eu sempre tive certeza, mesmo quando essa certeza se distância um pouco, mas ela nunca desaparece...
Para mim, meus amigos são um verdadeiro tesouro que consegui formar durante toda a minha vida, tesouros que nunca irei querer me desfazer, tesouros que com o tempo só vem aumentando o verdadeiro valor. E esse tesouro é valiosíssimo, inigualável.
Mas não é somente para guardar o quanto esse tesouro vale somente para você, isso seria muito egoísmo de sua parte. Devemos demonstrar o quanto ele é valioso para as outras pessoas... Para que o tesouro seja tão valioso em ambas as partes. Demonstrar um grande afeto, não é motivo para se envergonhar, muito pelo contrário, devemos mostrar ao mundo como sabemos valorizar aquilo que tanto gostamos...
E os tesouros mesmo quando se passam muitos tempos, eles sempre estarão intactos, e sempre com o seu valor estampado para quem quer que seja.
Dizer um “eu te amo meu amigo”, sempre é necessário, sempre vale a pena!
Escrito por: Gustavo Marinho.
PS: escrevo um assunto repetido, mas sempre é bom lembrar o que vale a pena.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O valor.

Meu nome é Douglas, tenho dezessete anos, moro com minha mãe que se separou do meu pai quando eu tinha apenas três anos... Isso me fez crescer incompleto, não que esteja afirmando que minha mãe não soube me criar corretamente, muito pelo contrário... Ela é a pessoa mais especial em minha vida; mas a ausência de meu pai me incomoda, mesmo não conhecendo quase nada sobre ele; somente tenho uma foto que está eu, meu pai e minha mãe, os três juntos sorridentes... Parecemos até uma família feliz, daquelas que no natal se reúne para trocar presentes; mas a vida não é bem assim...
Aos treze anos sofri um grave acidente, fiquei entre a vida e a morte, e meu pai nunca esteve lá ao meu lado... Isso me deixou triste, somente minha mãe iria me visitar, alguns amigos foram um dia ou outro, sou muito grato a cada um que nesse dia esteve por lá... Fiquei paralítico, hoje só consigo me mover com cadeira de rodas, isso me fez mais dependente da minha mãe do que já era antes... Ela é uma verdadeira guerreira. Digo que ela é meu “pãe”, uma mistura de pai e mãe num só ser; o que a torna o mais especial dos seres. Já pensei até se ela não é um anjo, deve ser o meu anjo, aos meus olhos minha mãe tem um par de asas, tem uma luz inigualável e o sorriso que transmite tanta paz...
Meu pai aos poucos foi esquecido, a não ser pela existência da fotografia que esteve presente por tanto tempo em minha vida...
Ontem me perguntaram se sentia falta de um pai, eu simplesmente respondi que não se pode sentir falta daquilo que você nunca teve.
Escrito por: Gustavo Marinho.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Desliguem as lâmpadas...

Hoje em dia quanto menos gastos melhor, já dizia minha avó quando saia cômodo por cômodo da casa apagando cada luz que estava acendida; particularmente detesto essa atitude dela, até hoje ela não mudou... Meu avô dizia que ela tem mania de economia... As filhas deles (uma delas, diga-se de passagem, minha mãe) é totalmente o oposto, gasta até não poder mais, para elas quanto mais, melhor. Eles formavam uma família realmente interessante (eu, ainda não existia), às vezes imagino meu avô e minha avó, os dois cada um em sua cadeirinha, e os filhos correndo pela casa, aquela gritaria inconfundível... Certamente só falta o cheiro de bolo vindo da cozinha, minha mãe sempre lamentou, minha avó é péssima cozinheira... Mesmo assim a felicidade deveria ser garantida!
Queria tanto ter uma família, na verdade, não! Quero mesmo ser independente... Não iria gostar nada de estar lendo algum jornal e alguma “obcecada por economia” desligar a luz... Isso me deixaria furioso realmente... Os gritos com certeza iriam me enlouquecer logo, a única coisa que queria seria o cheiro de bolo vindo da cozinha... Que por sinal não existiu.
Acabo de perceber que desviei totalmente o assunto, quando minha avó acaba de passar aqui pelo quarto berrando “desliguem as luzes!”, coincidência? Pensem o que quiser, mas eu apoio minha querida vó, ela tem toda a razão, economizem... Na idade dela, ela poderia não estar nem aí para o que pode acontecer caso continuem com o gasto compulsivo de energia, mas não, ela se preocupa afinal tem toda uma família dela que ela deixou nesse mundo que Deus nós deu... E não devemos abusar, esse termo “abusar”, deixemos para algumas propagandas de roupas que passam na TV.
Vou encerrar por aqui, nesse momento ela pede para que eu desligue o computador, entendo a atitude dela, esse ser consome muita energia...




Escrito por: Gustavo Marinho.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Respirem sem medo

O medo está tomando conta de nós... Quantas vezes iremos precisar voltar cedo de algum lugar por conta dessa onda de violência que incomoda todos nós? Quanto tempo vamos agüentar essa situação? Talvez temos que viver isolado de tudo e de todos, pois o medo nós fez cauteloso até nas mais simples das situações... Nada é seguro, tudo tem seu perigo constantemente; se em nossa casa já corremos certos perigos, imagina quando estamos longe de nosso ninho? A situação realmente está terrível... Eu lamento o futuro de nosso país não será tão brilhante se continuarmos assim... O mundo está tomado pela onda do medo, até mesmo as crianças, tão pequenas já crescem sabendo o caos que estamos vivendo, crianças essas que não vão aproveitar sua infância, por conta do medo dos pais e do próprio medo que aos poucos vai crescer dentro dela...
A vida realmente tem seus mistérios; ontem foi preso um suspeito de crimes horrorosos; os crimes cometidos pelo suposto homem, ficou famoso por toda a cidade... Até mesmo as crianças, já sabiam do perigo que corriam com esse sujeito solto pelas ruas...
Nas minhas reflexões quando estou prestes a dormir, me pergunto onde isso vai acabar? Será que algum dia conseguiremos viver em paz? Esta é uma pergunta com uma difícil resposta, eu entendo... Mas do jeito que está à situação não pode ficar... O medo já nós impede tanta coisa, e na caminhada que estamos, chegará o dia que respirar será perigoso...
Escrito por: Gustavo Marinho.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

É inevitável

Seus cabelos negros, que combinavam com seus olhos, voavam livremente, o vento era forte realmente... Carolina; Carol para sua irmã; apenas Cal para ela mesma; se encantava com o vento, o vento parecia se exibir para Carol, quando batia em seu rosto e fazia seu cabelo balançar a menina sorria, era como se a mais engraçada das piadas fosse dita para ela...
Todos os dias era assim, a menina abria a janela e sentia o vento soprar seu rosto... Aquilo era a melhor sensação do mundo, era um momento insubstituível... Carol e o vento eram como grandes amigos, inseparáveis e fieis.
Um dia incrivelmente, o vento não compareceu ao compromisso diário com Carol, a menina tinha os cabelos imóveis, assim como sua expressão ao abrir a janela e nenhum sopro encostar em seu sensível rosto. Desde então a decepção tomou conta da menina, pois o vento, sem querer, ensinou a Cal, que amores nunca são eternos... Agora Carol procura outras paixões, já tentou o dia, mas ele não retribuía seu amor transformando-se na noite, um dia desses tentou a água, a terra; mas nada era igual ao vento... Com essas novas decepções, Carol aprendeu que certos amores, são insubstituíveis; e que as decepções, são inevitáveis...


Foto encontrada em um blog que já não me recordo qual...




Escrito por: Gustavo Marinho.

sábado, 24 de novembro de 2007

já não somos verdes...

É impressionante como amadurecemos, mesmo sem perceber, ou fingindo não ver, porém as mudanças são claras e evidentes... Dedique algum momento de sua vida e analise seu velho álbum de fotografias repleto de lembranças de sua infância, veja como tudo em sua volta, inclusive você mesmo está mudado... Nada é como um dia foi, tudo está constantemente em mudança inclusive você! Ontem você ia à escola com sua lancheira na mão, hoje você pensa no seu vestibular... Ontem as atividades se resumiam em cobrir, desenhar e pintar, hoje as responsabilidades são tantas que precisamos de uma agenda para anotar cada uma... Isso é conseqüência do amadurecimento; conseqüência do velho e amargo tempo...

E nesse momento espero que cada um de vocês, diferente de mim, tenham aproveitado intensamente a infância... Considero essa fase de grande importância em nossas vidas, uma infância bem vivida vale mais que uma juventude bem-sucedida. Ainda quando somos crianças a vida parece ser tão divertida, cada dia é uma descoberta, é como se estivéssemos lendo um encantador livro, semelhante ao de contos de fadas com finais felizes, mas com o tempo descobrimos que a brincadeira um dia termina.
Mas se cada um de nós cultivarmos a criança que existe dentro de nosso ser (acreditem, cada um tem uma criança na alma, em alguma parte dela...) cresceremos tranqüilamente, sem medo do que pode nos acontecer... Arriscando destemidamente, desafiando nossos medos, e o melhor aproveitando intensamente... Aproveitar é sempre necessário!
Chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, que poderemos nos arrepender de não ter feito certa coisa em certo momento. Esse arrependimento não faz bem para nossa alma, será como se um cuco despertasse dentro de nós uma enorme insatisfação; isso não é nada legal... O arrependimento nunca será uma "coisa" recomendada, sempre será uma "coisa" receosa!
Devemos desde já, fazer valer nossa existência na face da Terra, se já fazes isso, parabéns você está no caminho certo, se não meu amigo, te dou um conselho se esbalde enquanto você pode, se não fizer isso, o arrependimento será inevitável! A vida é algo tão belo para desperdiçarmos, mesmo com o fato do amadurecimento, devemos sempre, sempre mesmo aproveitar a vida... É algo que deveríamos aprender desde o primário, juntamente com o alfabeto, para futuramente olharmos para traz e nos orgulhar da belíssima vida que por nós foi vivida...
Para que agora, assim como eu, não se sentir culpado, e cheio de arrependimento por tudo que um dia não foi feito... Mas espero que os que assim pensam, que desde já, acreditem que nada foi em vão, tudo valeu a pena, e que a vida, está apenas começando. Apesar do amadurecimento...

Escrito por: Gustavo Marinho.